Mostrando postagens com marcador Cultura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cultura. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Relatos de Viagem

Os relatos de viagem sempre me atraíram.

Embora minha principal intenção ao criar esse blog seja debater os impactos sociambientais do turismo de massas, bem como propor alternativas para viagens sustentáveis, creio que valeria a pena exibir um pouco da minha vasta experiência na atividade.

Afinal, são mais de 34 anos viajando pelos interiores de todos os estados do Brasil, litoral e sertão, e por cerca de 30 países da América, Europa e Ásia. Viagens curtas, médias e longas. A maioria por conta própria e sempre na base do vento a favor.

Registrei essas experiências em milhares de páginas de diários, na forma de relatos, impressões, sensações pessoais. Tudo já digitalizado e quase pronto para ser divulgado. Junto com os textos, tenho fotos e mais fotos, em papel, slides ou digitais. Digitalizei uma seleção das fotos mais antigas, tiradas antes do surgimento das câmeras digitais. Algumas delas até anexei às minhas postagens aqui neste blog.

O problema é que essas milhares de páginas digitalizadas são milhares mesmo. É muito material. Mesmo resumindo e cortando vorazmente, seria complicado postar aqui.

Mas eu gosto muito do que escrevi e fotografei em tantos lugares por onde passei esses anos todos.

Tentarei, de uma maneira ainda incerta, postar trechos desses relatos, resumidos, cortados, em capítulos, sei lá como, enriquecidos com as fotos selecionadas.

Sugestões serão sempre bem recebidas e consideradas para melhorar, sempre mais, a minha comunicação com vocês. Portanto, não se acanhem e soltem os cachorros!!!

Quem sabe eu não saia desse impasse e nas próximas postagens já não comecem aparecer partes desses meus tão famosos relatos de viagem?

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Ferréz: Cronista de um tempo ruim (Selo Povo)


Os grandes meios de comunicação adoram elogiar livros e autores de qualidade duvidosa. E se restringem, na maioria das vezes, àqueles que escrevem sempre mais do mesmo, submissos, conscientemente ou não, aos ditames do sistema.


Acabei de ler o livro Cronista De Um Tempo Ruim do escritor paulistano Ferréz, editado pela Selo Povo Editora. Não é o primeiro livro que leio do Ferréz. Já tinha admirado Capão Pecado, Manual Prático do Ódio, Ninguém É Inocente Em São Paulo, a coletânea que ele organizou com autores da Literatura Marginal, sem falar nos artigos mensais na revista Caros Amigos.

Cronista De Um Tempo Ruim reúne intensas crônicas de um escritor inconformado, revoltado, mas, nem por isso, menos poético, sobre a periferia de São Paulo. Poderia ser uma periferia de qualquer cidade grande do Brasil. É uma literatura de qualidade e sem concessões. Ferréz denuncia a miséria social, cultural e moral causada por esse sistema injusto, mantido à força pela classe dominante. Nas periferias, o governo só aparece nos camburões da polícia e na cobrança de impostos. Investimentos sociais apenas na demagogia dos discursos eleitorais.

Reproduzindo a lógica do sistema, a mídia comercial, sobretudo na programação da televisão, trata os moradores das periferias com preconceito criminoso. Encara-os sempre como bandidos ou suspeitos. Acusa-os como responsáveis pela própria pobreza. Afinal para o grande capital, a quem a grande mídia pertence e serve, as periferias não passam do resto indesejado e descartável. Só não contam que o capital criou a periferia e a usa como mão de obra barata ou quase escrava.

Cronista De Um Tempo Ruim é grande literatura. Ferréz informa, alerta, convoca ao envolvimento. Com diversos livros publicados, a literatura de Ferréz caminha ao lado das obras clássicas de Lima Barreto e de João Antonio.

Mais informações no blog da Selo Povo Editora: http://www.selopovo.blogspot.com/

Todas as fotos aqui exibidas são minhas.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Viajo porque preciso, volto porque te amo


   Essa semana revi o excelente filme brasileiro Viajo porque preciso, volto porque te amo (Karim Ainouz e Marcelo Gomes) e gostei ainda mais do que na primeira vez. Texto forte e profundo, imagens belíssimas, fotografia arrojada, formato ousado. E, claro, o tema viagem se apresenta a todo instante. Viagem de afastamento, de fuga, de descobertas interiores, mas viagem. E que viagem!
   É sempre gratificante apreciar aquelas paisagens sertanejas, pelas quais tantas e tantas vezes cruzei de norte a sul, de leste a oeste. E, assim como o personagem, embora por motivações diferentes, mantive contato com a população comum, e por isso mesmo mais interessante. Sempre aprendo com esses cidadãos comuns um pouco mais da verdadeira realidade e culturas nordestinas, bem distantes dos cartões postais das agências de turismo de massa ou mesmo das matérias pseudo-jornalísticas que descrevem de maneira sensasionalista somente as misérias da região.
   Às vezes tenho a impressão que o cinema brasileiro, de ficção e documentários, exceção feita aos filmes descartáveis de produção global, é o que melhor tem contribuído para a sétima arte. Basta retirar os últimos preconceitos que ainda restam em relação à produção nacional, escolher uma boa sala de cinema que privilegie o som das vozes dos atores e não firulas desnecessárias, para reconhecer que a qualidade dos filmes brasileiros se equiparam, e muitas vezes superam, filmes estrangeiros lançados com toda a bajulação da mídia comercial.
   E o sertão nordestino, com aquelas pessoas fascinantes, paisagens deslumbrantes, culturas diversificadas... Pensando bem, preciso voltar lá logo, logo...

   Todas as fotos aqui exibidas são minhas.