segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Norte de Minas-6 (parte 3/5)

...continuação
Os sinos da igreja, mudos nos dias anteriores, convocaram o povo ao anoitecer. Precisaria muita fé ou submissão às hierarquias religiosas para sair de casa numa noite daquelas e encarar discursos dogmáticos.
De minha parte, assaltei a cozinha do hotel, sem recepção ou portaria, engoli dois sanduíches de pão murcho com presunto enlatado, quatro bolachas, uma maçã.
O dia mais feio da viagem se encerrava melancolicamente.
Acordei antes das 5h. Do lado de fora do hotel, tudo escuro e quieto. Desci para a cozinha deserta de almas, comi pão murcho com queijo fresco, maçã, bolachas.
E esperei o ônibus.
Não havia transporte regular nos oitenta quilômetros entre Botumirim e Itacambira. Tive que dar volta absurda de mais de duzentos e cinquenta quilômetros, com direito a conexão de seis horas na minha sina no norte de Minas Gerais, a tremida cidade de Montes Claros.
Assim que entrou na estrada de chão, recentemente patrolada em época teoricamente seca, o ônibus deslizou, andou de lado, sobretudo nas descidas. A terra removida pelas máquinas virou lama escorregadia com as chuvas e garoas. Mais adiante, a tranquilidade voltou com a estrada encascalhada e aderente.
No alto da serra, já na asfaltada e terrível BR-251, a neblina cobriu a visão. O frio que não era pouco piorou. As janelas fechadas do ônibus não garantiram o conforto. À medida que a rodovia descia o relevo, a cerração se dissipava, o sol ameaçava brilhar, a temperatura se tornava mais agradável, especialmente após Francisco Sá.
Desembarquei na trepidante Montes Claros. Deixei a mochila no guarda-volumes da rodoviária e fui bater pernas para esquentar o corpo e ajudar o tempo passar mais rápido.
Depois da cidade de Glaucilândia, o segundo ônibus do dia ônibus trilhou estrada de terra estreita. Passou raspando fazendas, sítios, povoados minúsculos, como Tabocal, Rio das Pedras I, Rio das Pedras II, Pandóleo, a partir do qual a rodovia voltou à asfaltada, novinha em folha. Nos altos da serra, cruzamos vinte quilômetros de monocultura de eucalipto infestando ambos os lados da estrada. Ali brotam ou brotavam milhares de nascentes, certamente ressecadas por aquele deserto verde entupido de agrotóxicos, que não traz nenhum benefício para a população do entorno.
Fui o último a desembarcar em Itacambira. Era noite ao me hospedar na pousada bem ao lado da casa do motorista, em frente da qual ele estacionou o ônibus.
E nem saí mais naquela noite. Lavei roupas, tomei banho, engoli uma barra de cereais. Os carrapatos das trilhas de Botumirim começavam a causar estragos. Mas nada de localizar um danadinho sequer.
Pela manhã, as roupas lavadas à noite continuavam ensopadas. Da camiseta, cujo tecido normalmente seca em poucas horas, ainda escorria água.
Atravessei a cidade, descendo a única via de deslocamento pela pequena Itacambira. A cidade contava com mil e duzentos habitantes na zona urbana, e menos de cinco mil em todo o município. Passei ao lado da igreja Matriz, dos órgãos públicos municipais, correios, hospital, prefeitura, câmara de vereadores, duas pensões, comércio discreto, ou seja, por toda a cidade. Em minutos eu já pisava na estrada de chão na outra extremidade.
Praticamente de todos os lados se erguiam escarpas rochosas, imponentes, pertencentes a Serra do Espinhaço.
Peguei ramal mais estreito, ainda na descendente. Margeei descampado côncavo, repleto de ossadas e carcaças de animais mortos. Urubus e cachorros se deleitavam naquele depósito fedorento.
No fundo do vale, o rio Itacambiruçu, estreito e transponível a pé nos trechos com pedras. Na margem oposta, dei com afluente, córrego que corria entre pedras, formando poço batizado de Encantado, área de lazer em dias quentes. Encontrei vereda marcada, bombardeadas de bosta de animais, acompanhando a drenagem rio abaixo. Rebanho de gado, duas casas na margem direita, mais nada.
Subi pelas pedras em outro vale ao longo do leito de córrego quase seco. Mais acima, a estreita e seca cachoeira, de frente ao morro de blocos rochosos. Subi por entre as pedras e galhos secos dos arbustos do cerrado. E dei de frente à Lapa do Bugre, em cuja parede inclinada pinturas rupestres em cor ocre chamaram minha atenção. Imagens abstratas, de animais, de pessoas em pé e com os braços erguidos, sequências de pontos alinhados, figuras geométricas.
Flores pequenas e coloridas, arbustos, vegetação rasteira, mangas para animais, olhos d’água, blocos de rochas soltas, escarpas da serra, vales menores e maiores, pouca gente e criações, compunham parte do cenário explorado.
Dei meia volta e repeti o caminho da ida.
Averiguei possíveis bares e restaurantes para almoçar na cidadezinha. Em estabelecimento novo, pequeno, de bom aspecto, uma mesa ocupada por animado grupo de amigos. Comi bem pirá cozido, arroz, feijão, legumes.
Na ausência da responsável pelas visitas, a própria dona do restaurante obteve as chaves e me abriu as portas da igreja Matriz.
Datada do mesmo século XVIII da fundação de Itacambira, a igreja de Santo Antônio guardava interior simples, utilizando bastante madeira, em especial no teto e altar, montado com peças isoladas, torneadas e pintadas separadamente. Nos fundos, sob o alçapão no piso de ripas de madeira, um caixote de crâneos e pedaços de esqueleto, preservados. Seculares, segundo ela.
Em recente roubo de imagens dos interiores da igreja, os ladrões não perdoaram nem a imagem do padroeiro da cidade, Santo Antônio. Mais um crime ligado ao tráfico internacional de antiguidades, tendo a frente organizações de fora do Brasil que lucram com delitos semelhantes em vários países. Bastaria verificar lojas, galerias e museus renomados pelo mundo afora para fechar o ciclo criminoso.
Voltei cedo ao hotel para tomar banho antes do frio apertar e aproveitar a claridade e a vista das serras vindas do janelão de vidro.
Sob a garoa fina, saí para jantar no bar, mercearia e restaurante tocado por um casal. Verdadeiramente O lugar. Seis mesas se distribuíam perto do pesado balcão, atrás do qual o fogão a lenha esquentava a comida autenticamente caseira em panelas e caldeirões. A parca iluminação fornecia atmosfera nostálgica ao armazém rodeado de prateleiras contendo bebidas, grãos, alimentos e afins. A frequência interiorana, conversando em voz alta, para todos ouvirem e participarem, ou cochichando ao pé do ouvido para ninguém meter o bedelho na vida alheia, ocupando o interior do espaço, lembrava as imagens dos interiores do Brasil de antigamente. Só faltava entrar o tropeiro apeado do cavalo preso à porta, vestido todo em couro, esporas, chapéu e demais itens pertinentes, por as armas sobre a mesa e fazer o pedido, impositivo. Cenário de Guimarães Rosa.
A garoa fina que caía do lado de fora espantava os poucos pedestres das ruas. Tomei duas doses caprichadas de cachaça artesanal, purinha, branquinha, a fim de abrir o caminho já aberto para arroz, feijão, carne desfiada na panela de ferro, salada de tomate e alface. Tudo fresquinho, vindo da roça do casal, e recém-preparado no fogão à lenha. E, para coroar a refeição, a pergunta que todos os que amam comer bem adoram ouvir, vinda da cozinha: “quer ovos fritos?”. Melhor que essa pergunta mágica somente a que vem em seguida do assentimento: “um ou dois?”.
Nem precisei beber nada hidratante. Não pretendia tirar o gosto divino na boca. As duas doses da estupenda cachaça abriram, enobreceram, fecharam com chave-de-ouro o banquete. Entre os assuntos do ambiente do restaurante, o destaque ficou por conta dos dois recentes tremores de terra em Montes Claros.
Acessei pela manhã o topo da mais alta serra próxima à cidade, a mesma com diversas antenas instaladas e vista da janela do quarto da pousada.
Caminhei pela contramão do asfalto sem acostamento que sobe a serra acentuadamente. Nos altos da serra, após imagem de santa e antes do asfalto se perder nas planuras do chapadão, entrei na Área de Proteção Ambiental da Serra Resplandecente. A neblina fechada pouco me deixava ver as rochas e a vegetação arbustiva nas margens. Mal enxergava o leito por onde eu caminhava. No topo da serra, apenas imagens turvas das antenas. Nada além de três metros de distância. E logo me lembrei de quando atingi o cume do Pico da Neblina no alto rio Negro doze anos antes. Também lá, no topo da divisa do Brasil com a Venezuela, o lugar fez jus ao nome, não se enxergando absolutamente nada além de alguns metros.
Nos altos da Serra Resplandecente, o sol brilhava atrás da espessa cerração. De quando em quando, pela ação do vento e do aumento gradual da temperatura, dissipando parte da neblina, surgia a pequenina Itacambira lá embaixo, antes que fechasse tudo novamente. Outras serras, escarpas, morros, vales, apareciam e desapareciam em segundos. Um mocó cinzento, gorducho e exibicionista, fez pose sobre a pedra.
Flores coloridas, minúsculas, se destacavam na vegetação acinzentada, no meio da qual, sobretudo nos campos de altitude, reinavam absolutas as sempre-vivas em arranjos solitários ou em grupo. Em trecho mais vazio da estradinha, antes do asfalto, e com marcas de pneus, embalagens vazias de camisinha indicavam o motel da moçada, gratuito, sem filas, naturalmente ventilado, mais perto das estrelas.
Novos pontos de irritação e coceira pelo corpo, geralmente avermelhados e em relevo, reconfirmavam a ação dos carrapatos de Botumirim. Por mais que tentasse, eu não conseguia ver nenhum em atividade.
Novas e boas conversas no restaurante eleito para os jantares. Proseei com o chefe dos Correios, dois técnicos em eletricidade, moradores itacambirenses, o casal que tocava o estabelecimento, a filha adotiva. Ela caminhava para a formatura em Pedagogia, na modalidade de ensino à distância, no qual havia aulas presenciais apenas uma vez por mês. E somente chegou até ali graças à bolsa de estudos.
Duas doses da branquinha artesanal arrombaram o apetite, abrindo o caminho à comida quentinha, sempre preparada e mantida nas panelas sobre o fogão a lenha. Repeti duas vezes as delícias caseiras, enchendo o prato fundo.
Ainda cedo da noite em Itacambira, as ruas desertas não afastavam o prazer de estar em cidadezinha tão acolhedora e tranquila. Aquele silêncio aconchegava demais.
Durante a madrugada observei o céu sereno e estrelado através do janelão do quarto. Ao amanhecer, novamente tudo fechado, com a neblina cobrindo do topo ao pé das serras. As roupas, mesmo as secas, estavam umedecidas. As lavadas, então, encharcadas.
No meio da manhã a luz se fez. O sol veio para brilhar, iluminar, colorir, esquentar, realçar as belezas naturais.
Foi uma hora desconfortável na garupa da moto por estradinhas locais, repleta de buracos, lajedos, bicos de pedra, córregos, riachos, pedras soltas, sobes e desces, entre campos rodeados de serras estupendas. Precisei descer para ele romper os obstáculos mais complicados. Descia daquele troço aliviado, recolocando os músculos e a ossatura no lugar.
Ele encostou a moto na margem do riacho que atravessamos sobre pinguela oscilante. Do outro lado, o terreno e o barraco no qual viviam o pai e a irmã dele. A moradia se sustentava sobre paus separados, sem argamassa de barro, permitindo a entrada de tudo, sobretudo do vento frio dos altos da serra. Garimpeiro de cristais de rocha no passado, o pai plantava banana, abacaxi, maracujá, limão, além de criar dezenas de porcos ao lado de cachorros, galináceos, cavalos. Dentro do barraco, a cozinha improvisada se separava do quarto, também improvisado, por pedaços de pano velho e de cor indefinida. A apertada cozinha abrigava prateleiras sobre caixotes e um legítimo fogão a lenha.
Caminhamos a partir dali por veredas, campos, margeando escarpas rochosas, buritizais, nascentes, córregos fluindo por entre as pedras, quedas d’água. A principal e mais bela delas, a cachoeira do Curiango, continha poço escuro e convidativo, não fossem as temperaturas de maio. Exploramos a cachoeira por cima e por baixo. Cruzamos a pé as águas límpidas de uma margem à outra. Matamos a sede em nascentes frescas e sombreadas. Avançamos riacho abaixo aos campos repletos de buritizais na esperança de avistar araras. Tímidas ou em repouso no começo da tarde, elas não deram o ar da graça.
As serras ao redor, sob a luz da tarde, davam espetáculos de beleza e imponência. Ao descer da moto em Itacambira, a bunda começava a pedir trégua de tanto desconforto pelos solavancos. A mente e o resto do corpo, no entanto, vibravam pelas explorações em região tão preservada.
No dia seguinte, houve a feira livre mensal em frente à igreja Matriz. Discreta, com poucas barracas montadas, oferecia reduzida variedade de produtos para a reduzida freguesia. No entanto, como ocorre pelo Brasil afora, essas feiras revelam momentos de alegria, aparente fartura, confraternização entre moradores, da cidade e do campo, horas de otimismo e planos para o futuro. Não por acaso, em todas as cidades de pequeno porte por onde passei nesses anos todos, os moradores aguardam esse dia com expectativas, transmitindo-as aos visitantes.
Perambulei horas pela feira, observando o vaivém, os sorrisos, os cumprimentos, trocando frases com os meus conhecidos daqueles dias, assistindo a tudo passar sem afobação.
Doei o livro Feliz Ano Velho, de Marcelo Rubens Paiva, já lido e guardado no fundo da mochila.
Além do pai do motoqueiro, outros ainda mantinham o garimpo como meio de sobrevivência na região de Itacambira. Enfatizavam pertencerem à categoria desunida e traiçoeira. Os garimpeiros comercializam os produtos separadamente com os compradores, rebaixando os preços pela competição desenfreada. A ausência de qualquer tipo de cooperativismo fazia com que vendessem cristais de rocha e outras pedras preciosas para uns chineses por verdadeiras ninharias. Um quilo de quartzo prismático, ou cristal de rocha, bruto, chegava a ser entregue aos tais compradores por somente um real. Além da degradação ambiental, largando crateras medonhas pela natureza, e pelo trabalho pesado e desumano, sem garantias, proteções, segurança, direitos trabalhistas, previdenciários ou assistência médica, esses garimpeiros passavam os produtos finitos quase de graça a compradores, estrangeiros ou não. Quem comprava, sim, lucrava horrores em cima da miséria e da estúpida desunião dos outros.
continua...

8 comentários:

  1. Nossa, esse assunto de garimpo e exploração da ignorância brasileira me deixa nervosa! Não entendo o porquê das coisas serem dessa maneira! ô povo que se deixa ser explorado e se vende por quase nada...

    Me lembro de quando estive em Foz do Iguaçú e encontrei um grupo imenso de chineses. O patriarca que não dirigia a palavra a mim, somente ao meu marido, disse que era a quinta vez que ele visitava ali. Eu fiquei pensando comigo mesma.. Isso não é normal, o cara vir da China até ali repetidas vezes, não me parece ser apenas turismo. Fiquei com aquela dúvida, provavelmente nunca vou saber o que exatamente o cara faz ali mas resumindo... Tenho MEDO desse povo. O mundo não sabe nada deles e eles sabem muito do mundo... Estão em toda parte... E de bobos não têm nada.

    Agora eu vou pegar no seu pé..." Precisaria muita fé ou submissão às hierarquias religiosas para sair de casa numa noite daquelas e encarar discursos dogmáticos". Pode ser uma das suas hipóteses... Mas pode ser também que a pessoa realmente goste de ir à igreja, já pensou nisso? Rsrs. Pode ter sido até um discurso dogmático de igreja católica... Mas quem sabe? Eu não ouvi para dizer... Nem você! Rsrs

    :)

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  2. Olá, obrigado pelo comentário.
    O fato dos estrangeiros saqueando a região, via garimpeiros desunidos, serem chineses é apenas um caso. Nada contra chineses ou outra nacionalidade.
    A questão crucial é a posição submissa no mundo do Brasil e de outros países que ainda não conquistaram a soberania política, econômica, social, etc.
    Somos pilhados pelas grandes corporações de várias origens, europeias, asiáticas, principalmente estadunidenses.
    Vivemos o tão glorioso desenvolvimento desigual e combinado do capitalismo.

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    1. Concordo com você. Vi muito dessa submissão no Rio quando os melhores cargos nas empresas eram dados para estrangeiros. E quando o brasileiro vai pro exterior, ninguém puxa um tapete vermelho para ele. Morei nos E.U.A e agora na Noruega, e em todos os lugares em que fui sempre colocam em primeiro lugar os cidadãos nascidos ali. Mas não é assim no Brasil. Será que é complexo de colonizado?

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  3. Oi Marcela,
    A invasão e colonização portuguesa, substituída em seguida pela inglesa e agora pela estadunidense, fez e faz muito mal ao Brasil e aos brasileiros. Mas também a todos os países que tiveram histórias similares, que não são poucos pelo mundo afora, diga-se de passagem.
    Não creio que haja complexo, mas um sistema perversamente montado pelo capital internacional e pela burguesia local para explorar e oprimir os povos nativos.
    Embora lenta e difícil, a única saída que nos resta é lutar organizadamente pela independência, pela soberania total, econômica, política, social, cultural, etc.
    A história não acabou rssss.
    Abraços!

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  4. Absurdo esses roubos em igrejas e monumentos artísticos para sustentar o mercado internacional de antiguidades.
    E os turistas brasileiros pagam para ver essas peças nos museus dos países imperialistas, os mesmos países que as roubaram.

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  5. Basta visitar as galerias e os museus dos países do assim chamado primeiro mundo.
    As antiguidades e objetos históricos exibidos foram em sua maioria roubados, pilhados, saqueados durante as contantes invasões que esses países executam pelo mundo afora.
    Só na recente invasão ao Iraque, além do genocídio indiscriminado da população, os exércitos estadunidense, europeu e australiano assaltaram os tesouros hitóricos para comercializarem e exibirem nos museus dos respectivos países.
    Essa é a civilização capitalista.

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  6. Olá! Onde vc se hospedou nesse lugar? Estou com planos de visitar mas não sei onde ficar

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  7. Olá, Reginaldo, obrigado pela visita.
    Você teria um endereço eletrônico para o qual eu possa enviar as informações que pediu sobre Itacambira?
    Abraços.

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